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Projeto Órfãos do Feminicídio da Defensoria conquista segundo lugar no IV FONADEM

Projeto Órfãos do Feminicídio da Defensoria conquista segundo lugar no IV FONADEM

Iniciativa é reconhecida por atuação multidisciplinar na proteção de crianças e adolescentes que perderam a mãe para a violência de gênero

O projeto “Órfãos do Feminicídio”, desenvolvido pela Defensoria Pública do Amazonas (DPAM), conquistou o segundo lugar na Premiação Boas Práticas na Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, realizada durante o IV Fórum Nacional das Defensorias Públicas para a Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres (IV FONADEM), em Belém, no Pará.

O projeto acompanha crianças e adolescentes que perderam a mãe em decorrência da violência, com atuação voltada às demandas jurídicas, sociais e psicológicas decorrentes da perda. O trabalho é realizado por uma equipe multidisciplinar que inclui psicóloga e assistente social, além dos profissionais de direito.

A coordenadora do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem) e idealizadora do projeto, defensora pública Caroline Braz, participou da cerimônia de premiação e destacou o trabalho coletivo desenvolvido ao longo dos anos.

“Esse prêmio representa o reconhecimento do trabalho de toda a equipe multidisciplinar. Quero agradecer às profissionais Cássia, Márcia, Poliana e Geovana. Também agradecer ao apoio institucional que tem permitido ao projeto avançar”, declarou.

Para Caroline, os reconhecimentos recebidos pelo projeto reforçam a importância de dar continuidade à atuação. A defensora falou ainda da expectativa de que a experiência desenvolvida no Amazonas possa ser replicada por outras Defensorias Públicas do país.

“A nossa esperança é que esse trabalho feito com crianças e adolescentes possa ser replicado em outras Defensorias no Brasil. Esse reconhecimento nos motiva a continuar”, afirmou.

Mais sobre o projeto

Criada em 2018, a iniciativa parte da perspectiva de que crianças e adolescentes que perdem a mãe em decorrência do feminicídio estão em uma situação de extrema vulnerabilidade. Em alguns casos, a perda é ainda maior quando o pai é o autor do crime e fica impossibilitado de exercer a convivência ou o cuidado com os filhos.

A partir da avaliação das necessidades de cada criança ou adolescente e de sua família, a Defensoria atua para garantir direitos e organizar a proteção necessária em áreas como guarda, acesso à escola e à saúde, benefícios sociais e previdenciários e políticas habitacionais.

Texto: Thamires Clair
Fotos: Divulgação DPAM

Fonte: DefAM

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