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Polícia Civil cumpre prisão preventiva de reincidente em descumprimento de medidas protetivas contra idosa de 61 anos em Criciúma

Polícia Civil cumpre prisão preventiva de reincidente em descumprimento de medidas protetivas contra idosa de 61 anos em Criciúma
Foto: pc.sc.gov.br

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia da Mulher de Criciúma, cumpriu, na tarde desta terça-feira (03/11), mandado de prisão preventiva contra homem de 39 anos, investigado pelo crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência (art. 24-A da Lei nº 11.340/2006 – Lei Maria da Penha), praticado contra a ex-companheira, de 61 anos.

Segundo apurado, mesmo proibido de manter qualquer forma de contato com a vítima, o investigado voltou a procurá-la entre os dias 21 e 27 de outubro de 2026, por meio de diversas ligações de voz e de vídeo, mensagens, fotos e vídeos, utilizando números de telefone diferentes para contornar os bloqueios realizados pela ofendida. No dia 27 de outubro, enviou ainda uma fotografia em que aparece segurando uma faca. A vítima registrou boletim de ocorrência em 28 de outubro.

O investigado é reincidente específico. Possui condenações transitadas em julgado em 2026, inclusive pelo mesmo crime, e já havia sido preso preventivamente em dezembro de 2025 pelo descumprimento de medidas protetivas contra a mesma vítima. Posteriormente, foi submetido a monitoramento eletrônico, e os novos contatos tiveram início uma semana depois de o Tribunal de Justiça de Santa Catarina confirmar, em segunda instância, a condenação anterior por igual delito. Há registro, ainda, de episódio de violência física e ameaça de morte contra a vítima em agosto deste ano.

A prisão preventiva foi decretada em 30 de outubro para garantir a ordem pública e a execução das medidas protetivas, com fundamento nos arts. 312 e 313, incisos I, II e III, do Código de Processo Penal e no art. 20 da Lei Maria da Penha. A decisão reconheceu a necessidade da medida considerando a insuficiência das cautelares anteriormente aplicadas, como a proibição de contato, a monitoração eletrônica e a prisão preventiva anterior, para conter a conduta do investigado.

Após a captura, o investigado foi conduzido ao Presídio Regional de Criciúma e permanece à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: pc.sc.gov.br

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