Indaial

Blumenau

Benedito Novo

Rodeio

Ascurra

Timbó

Perícia ambiental auxilia na investigação de incêndios criminosos em São Sebastião do Uatumã

Perícia ambiental auxilia na investigação de incêndios criminosos em São Sebastião do Uatumã
Foto: Divulgação/SSP-AM

Atuação dos peritos contribui para a produção de provas técnicas e identificação dos danos ambientais causados pelos crimes

Foto: Divulgação/SSP-AM

O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), atua nas investigações de incêndios criminosos no município de São Sebastião do Uatumã (a 247 quilômetros de Manaus). Durante as ações, uma pessoa foi presa em flagrante, com o auxílio do trabalho dos peritos criminais na identificação de vestígios e na produção de provas técnicas que contribuem para a investigação dos crimes ambientais.

As ações fazem parte da Operação Boitatá, que é coordenada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), e reúne o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Assessoria de Segurança Institucional do Ministério Público (Assinst), a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e a SSP-AM por meio dos peritos do DPTC.

A perícia criminal é responsável pela produção de provas técnicas que ajudam a comprovar a ocorrência dos crimes e fornecem elementos para subsidiar as investigações policiais. Por meio dos laudos periciais, os profissionais conseguem identificar os instrumentos utilizados, analisar as circunstâncias dos incêndios e mensurar os danos causados ao meio ambiente.

A perita criminal do setor de Perícias em Crimes Ambientais do Laboratório do Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista (IC-LSB), Elisandra Assunção, explica que o trabalho é realizado a partir da análise dos vestígios encontrados nos locais das ocorrências. Segundo ela, a avaliação técnica permite reconstruir a dinâmica dos fatos e identificar indícios de ação intencional, diferenciando uma queimada acidental de um incêndio provocado deliberadamente.

“Analisamos os vestígios que encontramos e, a partir disso, chegamos às conclusões. Por exemplo, na última ocorrência em que atuamos, o cidadão cortou tudo com uma motosserra e só depois ateou fogo. A partir da verificação desses fatos, determinamos que a queimada foi intencional”, explicou a servidora.
Tecnologia como aliada

Para ampliar a capacidade de investigação, os peritos criminais utilizam aeronaves remotamente pilotadas (RPA) e câmeras fotográficas para captar imagens aéreas e terrestres em áreas com suspeita de crimes ambientais.

Os equipamentos auxiliam na documentação dos locais, na identificação de vestígios e na avaliação da extensão dos danos provocados pelos incêndios, permitindo uma análise mais detalhada das áreas atingidas.
Conforme a perita Elisandra Assunção, as ações já resultaram na prisão de uma pessoa em flagrante e na apreensão de uma motosserra.

Fonte: Agência Amazonas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *