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Ministério Público promove capacitação sobre cibersegurança e investigação digital

Atividade realizada pelo CAO-Crimo abordou coleta de evidências digitais, validade de provas e desafios das investigações de crimes cibernéticos. Foto: Magnific
Atividade realizada pelo CAO-Crimo abordou coleta de evidências digitais, validade de provas e desafios das investigações de crimes cibernéticos. Foto: Magnific

Com o objetivo de aprimorar os conhecimentos dos integrantes da instituição sobre segurança digital e investigação de crimes cibernéticos, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por iniciativa do Centro de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (CAO-Crimo), realizou, nesta quinta-feira (05/11), a capacitação “Cibersegurança e Investigação Digital: Desafios Contemporâneos para o Ministério Público”. A formação foi ministrada pelo promotor de Justiça Richard Gantus Encina, coordenador do CyberGaeco do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

Coordenada pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), a atividade ocorreu em formato remoto, por meio da plataforma Microsoft Teams, e foi direcionada a membros, servidores, residentes e assessores do MPAM.

Durante a capacitação, foram discutidos os principais desafios da investigação no ambiente digital e suas implicações para a atuação ministerial. Entre os assuntos abordados estavam as alterações legislativas que tipificam crimes cibernéticos e modificam penas, os procedimentos de investigação digital, os métodos de coleta e preservação de evidências e a validade de capturas de tela (prints) como elementos de prova, além de terem sido apresentados casos reais para análise conjunta com os participantes.

O coordenador do CyberGaeco do MPSP também apresentou procedimentos para a coleta de evidências digitais e destacou a importância da preservação adequada desses elementos para auxiliar a atuação do Ministério Público na apuração de crimes cibernéticos.

“Há uma polêmica que permeia as investigações de crimes cibernéticos há décadas, ou seja: a forma como a evidência, que muitas vezes exterioriza o instrumento do crime ou a materialidade delitiva, deve ser coletada”, introduziu o promotor.

Com duração de quatro horas, a capacitação também contou com certificação para os participantes.


Texto: Sabrina Azevedo

Fonte: MPAM

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