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Em Humaitá, Defensoria Pública fiscaliza gratuidade para idosos no transporte fluvial

Em Humaitá, Defensoria Pública fiscaliza gratuidade para idosos no transporte fluvial

Durante reunião, quatro das oito empresas que atuam na região afirmaram conceder duas vagas gratuitas e desconto de 50% para pessoas idosas, conforme legislação municipal

A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) fiscalizou o cumprimento das regras de gratuidade e desconto nas passagens do transporte interestadual para pessoas idosas em Humaitá, no Sul do Estado. A medida foi discutida em reunião realizada nesta quinta-feira (3), com representantes do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos dos Idosos (CMDI) e de quatro das oito empresas de transporte fluvial que operam no município.

Durante o encontro, as empresas afirmaram cumprir integralmente a Lei Municipal nº767/2017, que garante a reserva de duas vagas gratuitas para pessoas com 60 anos ou mais e renda igual ou inferior a um salário mínimo. Caso essas vagas já estejam ocupadas, a legislação assegura desconto de 50% no valor da passagem para pessoas que atendam aos mesmos critérios.

Segundo a defensora pública e coordenadora da unidade da DPAM no município, Francine Buffon, as empresas afirmaram cumprir a obrigação e ir além do previsto, já que a legislação municipal estabelece que o desconto para pessoas idosas pode ser concedido até o limite de 15% da capacidade de passageiros da embarcação.

“As empresas que estiveram na reunião disseram que, além das duas vagas gratuitas disponíveis, todas as pessoas idosas têm direito ao desconto de 50% no valor da passagem, e não apenas até o limite de 15%. No entanto, já solicitamos que essa informação seja formalizada por meio de uma declaração, que deverá ser encaminhada à Defensoria no prazo de 15 dias”, declarou.

As demais empresas que não participaram da reunião também serão oficiadas pela instituição e deverão prestar esclarecimentos sobre os procedimentos adotados para a venda de passagens a pessoas idosas, incluindo o detalhamento dos valores cobrados em cada ponto da operação e da alimentação servida.

De acordo com Francine, o cumprimento dessa medida na cidade é muito importante, considerando que o transporte fluvial é a principal forma de locomoção na região e que há um número elevado de pessoas idosas que não têm condições de arcar com o preço integral dos bilhetes.

“Algumas localidades são acessadas apenas por barcos e boa parte das pessoas que usa essas embarcações é idosa e hipossuficiente. O valor integral é, em média, 240 reais e é alto para esse público”, concluiu.

Texto: Thamires Clair
Fotos: Divulgação/DPAM

Fonte: DefAM

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