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Defensoria realiza atendimento jurídico na Comunidade Vila Guia, em São Gabriel da Cachoeira

Defensoria realiza atendimento jurídico na Comunidade Vila Guia, em São Gabriel da Cachoeira

Ação atenderá moradores de sete comunidades das Terras Indígenas Cué-Cué/Marabitana e Alto Rio Negro

A Defensoria Pública do Amazonas (DPAM) participará, nesta sexta-feira (25) e sábado (26), de uma ação de orientação e atendimento jurídico na Comunidade Vila Guia, em São Gabriel da Cachoeira, a 852 quilômetros de Manaus em linha reta, na região do Alto Rio Negro. A iniciativa é promovida pela Associação das Comunidades Indígenas Baré do Alto Rio Negro (ACIBARN I), com a participação da Defensoria.

A expectativa é atender moradores de sete comunidades de diferentes povos indígenas das Terras Indígenas Cué-Cué/Marabitana e Alto Rio Negro: Ilha de São Pedro, Guia, Pirapucu, Matias Novas Alianças, Amiú, Dati e Canaã.

No dia 25, a programação contará com palestra sobre a atuação da Defensoria Pública e os direitos básicos dos povos indígenas. Segundo a defensora pública Daiane Kassada, que acompanhará a ação, o contato direto com as comunidades amplia o acesso à informação, dando mais autonomia aos povos originários.

“Quando as pessoas conhecem seus direitos, conseguem identificar com mais clareza as situações que precisam de atendimento e sabem onde e como buscar ajuda. Por isso, a presença da Defensoria vai além do atendimento jurídico”, afirmou.

No dia 26, a Defensoria oferecerá atendimentos nas áreas de Família e Registros Públicos, com orientações e encaminhamentos para demandas como registro tardio de nascimento ou óbito, retificação e restauração de documentos, guarda de filhos, reconhecimento de união estável e pensão alimentícia, entre outras.

De acordo com Daiane Kassada, uma das principais dificuldades enfrentadas pela população do município é o acesso à documentação e aos serviços públicos. A situação é agravada pela distância entre as comunidades e a área urbana, onde está concentrada grande parte dos serviços.

“Em muitas comunidades, o acesso à documentação e a serviços essenciais ainda exige um deslocamento até a área urbana, o que pode representar um obstáculo para muitas famílias, especialmente por causa dos custos e das dificuldades de deslocamento. Aproximar a Defensoria Pública dessas comunidades significa reduzir essas barreiras e ampliar o acesso à Justiça para quem mais precisa”, destacou.

Texto: Thamires Clair
Foto: Divulgação/DPAM

Fonte: DEFAM

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