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MPSC articula mobilização para evitar perda de recursos da educação em tempo integral nos municípios

MPSC articula mobilização para evitar perda de recursos da educação em tempo integral nos municípios

Recursos destinados à ampliação da educação em tempo integral estão disponíveis nas contas de diversos municípios catarinenses, mas precisam ser efetivamente utilizados até 31 de outubro para não retornarem à União. Para evitar a perda desses valores e apoiar os gestores na correta aplicação dos recursos, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação (CIJE) e do Grupo de Atuação Especial da Educação (GAEDUC), com apoio da Comissão da Infância, Juventude e Educação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), promoveu uma mobilização junto ao Ministério da Educação (MEC) e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para orientar os municípios sobre a utilização dos recursos.

Após identificar que diversas cidades ainda mantinham saldos remanescentes do primeiro ciclo do Programa Escola em Tempo Integral, alguns deles superiores a R$ 400 mil, o MPSC articulou uma reunião, em caráter preventivo, com gestores municipais e representantes dos órgãos responsáveis pela execução da política pública. O objetivo foi esclarecer dúvidas sobre prazos, prestação de contas e possibilidades de aplicação dos recursos, de forma a garantir que os valores se convertam em investimentos efetivos para crianças e adolescentes.

O Coordenador do GAEDUC, Procurador de Justiça Marcelo Brito de Araújo, alertou para a necessidade de os municípios executarem os recursos antes do prazo final. “Temos um período curto para utilizar esses valores que estão à nossa disposição. O objetivo desta mobilização é justamente contribuir para que os municípios consigam aplicar esses recursos até 31 de outubro, fortalecendo a política de educação em tempo integral”, afirmou.

A Coordenadora do CIJE, Promotora de Justiça Daniela Böck Bandeira, explicou que a mobilização foi direcionada especialmente aos municípios que ainda possuem recursos significativos disponíveis em conta. “Verificamos municípios com até R$ 400 mil ainda disponíveis para utilização. Pode ser que parte desses recursos já esteja empenhada ou em execução, mas estamos falando de valores muito importantes para a educação. É um poder-dever da administração municipal promover, de forma progressiva, a implementação da educação em tempo integral, e este é o momento de começar a se organizar para isso”, ressaltou.

Segundo Daniela, a ampliação da jornada escolar deve ser encarada como uma política pública permanente, capaz de produzir impactos positivos na aprendizagem e contribuir para a redução de vulnerabilidades sociais.

Representando a Comissão da Infância, Juventude e Educação (CIJE) do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), o Promotor de Justiça João Luiz de Carvalho Botega destacou o caráter preventivo da iniciativa. Ele explicou que a ação foi articulada após a CIJE do CNMP compartilharem com os Ministérios Públicos estaduais a relação de municípios com pendências na utilização dos recursos do Ciclo I do Programa Escola em Tempo Integral, permitindo uma atuação antecipada para evitar a perda dos valores.

“Esse recurso não pode ser desperdiçado. Quando ele não é utilizado, retorna para a conta única da União e não volta necessariamente para a educação. O que queremos é que esse dinheiro chegue ao final da linha, que é a escola, a comunidade escolar e os estudantes”, enfatizou.

Saldos remanescentes

Durante a reunião, representantes do MEC e do FNDE esclareceram que os recursos debatidos correspondem aos saldos remanescentes do primeiro ciclo do Programa Escola em Tempo Integral, referentes às transferências realizadas em 2023 e 2024, e já estão disponíveis nas contas dos municípios contemplados.

Os gestores receberam orientações sobre os prazos e as regras de execução. Foi destacado que não basta empenhar as despesas. Para que os recursos sejam considerados efetivamente utilizados, é necessário que estejam liquidados e pagos até 31 de outubro. Também foram esclarecidas dúvidas sobre prestação de contas, cumprimento das metas do programa e possibilidades de aplicação dos recursos em ações vinculadas à manutenção e ao desenvolvimento do ensino.

“Estamos dando um passo à frente da atuação tradicional do Ministério Público para auxiliar municípios que, muitas vezes, nem sabiam que ainda possuíam esses recursos disponíveis. Em cidades pequenas, valores de R$ 70 mil, R$ 100 mil ou R$ 200 mil podem fazer muita diferença. Essa parceria entre Ministério Público, CNMP, MEC, FNDE e gestores municipais é fundamental para que esses recursos se transformem em oportunidades concretas para crianças e adolescentes”, concluiu Daniela.

Fonte: MPSC

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