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Luto não tem prazo: acolher a dor é o primeiro passo para ressignificar a vida

Luto não tem prazo: acolher a dor é o primeiro passo para ressignificar a vida
Foto: Assembleia Legislativa do Piauí

O luto foi o tema da edição do programa Palavra Aberta, desta segunda-feira (2), que discutiu os desafios de enfrentar a perda de pessoas queridas e reconstruir a vida diante da ausência. Na conversa com o jornalista Thiago Moraes, a psicóloga Regina Reis, especialista em suicidologia e luto, destacou que não existe uma maneira única de vivenciar esse processo. A intensidade da dor está relacionada, entre outros fatores, ao vínculo afetivo, à convivência e à proximidade com quem partiu. Por isso, mesmo dentro de uma mesma família, cada pessoa pode reagir de forma diferente à morte de um ente querido.

A especialista também explicou que mortes inesperadas ou traumáticas, especialmente nos casos de suicídio, podem tornar o processo ainda mais doloroso. Sentimentos como culpa, revolta, tristeza e questionamentos sem respostas costumam fazer parte dessa experiência, agravada muitas vezes pelo preconceito e pelo silêncio que ainda cercam o tema da morte. Embora existam estudos que identificam diferentes reações emocionais diante da perda, essas manifestações não seguem necessariamente uma ordem ou acontecem da mesma forma para todos. O mais importante é respeitar o tempo e as particularidades de cada pessoa, sem cobranças ou julgamentos.

Mais do que superar o luto, o desafio está em aprender a conviver com a ausência e encontrar novos significados para a vida. Acolher quem sofre significa oferecer escuta, compreensão e apoio, sem estabelecer prazos para que a dor desapareça. A morte faz parte do ciclo natural da existência, mas falar sobre ela continua sendo um tabu em nossa sociedade. Romper esse silêncio e compreender a singularidade de cada experiência são atitudes essenciais para tornar o enfrentamento da perda menos solitário e permitir que a saudade encontre um lugar na continuidade da vida.

Confira o programa na íntegra:

Fonte: Assembleia Legislativa do Piauí

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