Trio recebe mais de 269 anos de prisão por ataque que registrou três mortes em Itapema
Vítimas foram surpreendidas dentro de um veículo estacionado e apenas uma delas – que se fingiu de morta – sobreviveu
O Tribunal do Júri da comarca de Itapema condenou três homens a penas que, somadas, ultrapassam 269 anos de reclusão por uma série de crimes praticados em setembro de 2024, no bairro Meia Praia. Entre eles, três homicídios consumados, uma tentativa de homicídio, incêndio, corrupção de menor de 18 anos, posse ilegal de armas de fogo e uso de documento falso. As penas foram fixadas em 120 anos e seis meses; 93 anos, cinco meses e 10 dias; e 55 anos e quatro meses de reclusão, todas em regime inicialmente fechado.
Segundo a denúncia do Ministério Público, dois dos acusados, com o auxílio de um adolescente, efetuaram diversos disparos contra quatro pessoas que estavam em um veículo estacionado em via pública. Três vítimas morreram e uma sobreviveu ao ataque ao fingir estar morta.
A acusação apontou que o crime teve origem em desavenças anteriores entre vítimas e acusados relacionadas a episódios criminosos ocorridos em Sarandi (PR), cidade de origem de todos os envolvidos. As vítimas haviam se mudado para Itapema após sofrerem ameaças. Ainda conforme a denúncia, os executores estavam encapuzados, armados e surpreenderam as vítimas, que estavam desarmadas e sem possibilidade de reação. Uma delas tentou fugir, mas foi perseguida e morta na rua.
Após o ataque, dois dos réus seguiram para Tijucas, onde incendiaram o veículo utilizado na ação para ocultar vestígios do crime. Em seguida, deixaram o local em outro automóvel conduzido pelo terceiro acusado, apontado como responsável por fornecer apoio logístico, abrigo e armas utilizadas na execução.
Durante a votação dos quesitos, os jurados condenaram dois réus por três homicídios triplamente qualificados e uma tentativa de homicídio triplamente qualificada. Em relação ao terceiro acusado, o Conselho de Sentença afastou a qualificadora do motivo torpe, mas reconheceu as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, o que resultou em condenação por três homicídios e uma tentativa de homicídio duplamente qualificados.
Os três também foram condenados por corrupção de menor de 18 anos, posse de arma de fogo de uso permitido, posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e incêndio. Um dos réus recebeu ainda condenação por uso de documento falso.
A sessão do Tribunal do Júri ocorreu em 29 de outubro, sob a presidência do juízo da Vara Criminal da comarca de Itapema, e se estendeu até a madrugada do dia seguinte. O processo tramita sob sigilo.
Fonte: TJSC