Museu das Amazônias reabre as portas com duas novas exposições em Belém
O Museu das Amazônias (MAZ) reabriu as portas ao público nesta quarta-feira, 4, no Complexo Porto Futuro, em Belém. O equipamento cultural, cujo projeto contou com parceria técnica e apoio financeiro não reembolsável de R$ 10 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), passou por um período de fechamento dos espaços internos para a montagem de novas exposições.
No térreo, o público tem agora à disposição a exposição permanente “Amazônias no Plural”. Nela, os visitantes conhecem diferentes histórias, conhecimentos e modos de viver na região. No mezanino, está instalada a mostra fotográfica temporária “Água, Pantanal, Fogo”, que aproxima arte e ciência e propõe uma reflexão sobre a crise climática no bioma vizinho à Amazônia e seus impactos sobre a maior floresta tropical do mundo. Os ingressos são gratuitos.
Inaugurado em 2 de outubro de 2025, o MAZ faz parte do conjunto de obras realizadas pelo Governo do Pará em preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30). O equipamento cultural nasceu com a missão de valorizar a identidade e a diversidade de vozes e saberes que compõem o maior bioma tropical do planeta. Na ocasião, o MAZ abriu as portas com duas exposições. No térreo, o público teve a oportunidade de ver a mostra internacional “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado. No mezanino, estava a exposição “Ajurí”, concebida exclusivamente para o Museu das Amazônias.
O MAZ faz parte do conjunto de obras realizadas em preparação para a COP 30.
“O Museu das Amazônias foi idealizado para valorizar cultura e a história da Amazônia e o BNDES tem muito orgulho de ter apoiado sua inauguração em meio aos preparativos para a COP30, sediada em Belém no ano passado. Sob liderança do Governo Lula, foram realizados projetos importantes na cidade nas mais diversas frentes, desde infraestrutura urbana, saneamento e mobilidade até patrimônio histórico e equipamentos culturais. Os visitantes das novas exposições do Museu das Amazônias serão novamente instigados a produzirem reflexões sobre a importância e a riqueza da maior floresta tropical do planeta”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
De acordo com a gerente técnica do MAZ, Camila Costa, a reabertura do espaço proporciona ao público um reencontro que amplia as possibilidades de conhecer e pensar as Amazônias. “A exposição permanente reúne diferentes saberes, experiências e vozes sobre a Amazônia, enquanto a temporária nos faz refletir sobre a relação da Amazônia com outros biomas. Queremos que cada pessoa encontre aqui espaço para descobrir, se reconhecer e participar dessa conversa”, afirma.
Apoio do BNDES – Além do apoio financeiro não reembolsável de R$ 10 milhões, proveniente do BNDES Fundo Cultural, o Banco foi responsável por prestar suporte técnico à elaboração do plano museológico e expográfico e à definição do modelo de gestão, governança e sustentabilidade financeira futura do museu. O BNDES também atuou na articulação interinstitucional e na facilitação da captação de recursos para o MAZ.
O museu conta com dois grandes espaços de exposição, um com 950 m² e outro com 500 m², além de uma loja, uma sala multiuso e uma sala educativa de 77 m². A sala multiuso dispõe de estrutura modular, recursos multimídia e capacidade para 130 pessoas sentadas.
O museu conta com dois grandes espaços de exposição.
SERVIÇO: Reabertura do Museu das Amazônias Quando: 4 de novembro Onde: Museu das Amazônias, Complexo Porto Futuro, Belém (PA) Entrada: Gratuita, mediante retirada prévia de ingressos neste LINK
EXPOSIÇÕES: Amazônias no Plural – Da formação geológica da região aos saberes e tecnologias de seus povos tradicionais, a exposição permanente do MAZ aborda migrações, modos de vida, cultura alimentar e manifestações artísticas. O percurso também reserva um memorial aos defensores da Amazônia, entre eles a irmã Dorothy Stang, o jornalista Dom Phillips, o indigenista Bruno Pereira e Dom José Luis Azcona.
Projeções, sons, texturas e recursos interativos convidam o público a explorar uma ideia central: não há uma só maneira de contar as Amazônias.
Para a bióloga e doutora em ecologia Joice Ferreira, que divide a curadoria do MAZ com a arqueóloga Helena Lima e a antropóloga indígena Francy Baniwa, a mostra oferece ao visitante “a oportunidade de mergulhar no universo amazônico ao longo do tempo a partir de uma experiência imersiva emocionante”.
Helena Lima espera que os visitantes “se encontrem, se reconheçam nessa nova exposição”, resultado de “muito diálogo, de muita escuta, de muita pesquisa e, sobretudo, de muito aprendizado”.
Após dois anos de trabalho coletivo, diz a curadora, “Amazônias no Plural” chega como um presente para Belém.
Água, Pantanal, Fogo – No mezanino, a mostra-manifesto “Água, Pantanal, Fogo” apresenta diferentes faces do Pantanal, a maior planície inundável do mundo e bioma vizinho à Amazônia no Brasil.
As fotografias de Luciano Candisani retratam a força das águas, essenciais à vida no bioma. Já as imagens de Lalo de Almeida registram o impacto dos incêndios de 2020 e 2024.
Entre o encanto e a indignação, a exposição reúne arte, ciência e emoção para promover uma reflexão sobre a escassez hídrica, o fogo e as ameaças à fauna e à flora pantaneiras. Ao colocar esses registros em diálogo, a exposição convida os visitantes a pensar nas conexões entre os biomas e nas possibilidades de agir diante da crise climática.
Fonte: Agência BNDES Norte