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Rio do Sul recebe treinamento piloto do MPSC para situações de emergência climática

Rio do Sul recebe treinamento piloto do MPSC para situações de emergência climática
Foto: MPSC

Rio do Sul recebeu o primeiro treinamento piloto realizado pelo Ministério Público de Santa Catarina no projeto “Sala de Situação: Continuidade Institucional em Eventos Climáticos Extremos – Treinamento Piloto de Preparação e Resposta”. A atividade, realizada nesta quinta-feira (4/11), reuniu membros, coordenadores administrativos, servidores, residentes, estagiários e integrantes das equipes de apoio das Promotorias de Justiça da comarca do município e região.

A atividade preparou as equipes para situações de emergência, como inundações e enxurradas, que podem comprometer o acesso às unidades, colocar pessoas em risco e afetar a continuidade dos serviços institucionais.

A escolha de Rio do Sul para receber o treinamento piloto considera o histórico de ocorrências climáticas que atingem o Alto Vale do Itajaí, especialmente episódios de cheias e alagamentos. Nesse contexto, preparar as equipes para reconhecer situações de risco, conhecer os protocolos de segurança e saber como agir em diferentes cenários é fundamental para proteger pessoas e garantir a continuidade dos serviços do Ministério Público, mesmo quando as condições climáticas comprometem o funcionamento das unidades.

Para a promotora de Justiça e coordenadora administrativa das Promotorias de Justiça da Comarca de Rio do Sul, Caroline Sartori Velloso Martinelli, a capacitação representa um avanço na preparação das equipes que atuam em uma região frequentemente atingida por eventos climáticos severos. “Receber o primeiro treinamento da CISI, organizado a partir da publicação do Ato de 30 de setembro de 2026, foi uma oportunidade muito especial para reunir colegas, compartilhar experiências e receber orientações da equipe. Santa Catarina, como um todo, sofre com eventos climáticos severos, mas a região do Alto Vale do Itajaí, especialmente Rio do Sul, tem sido bastante atingida. Por isso, essa capacitação foi de grande relevância para nós. Diante de um próximo evento climático, estaremos mais preparados para agir de forma organizada, com cada um sabendo exatamente qual é o seu papel. Foi uma experiência excelente”, destacou.

A iniciativa considera que, mesmo diante de circunstâncias excepcionais, o Ministério Público exerce uma atividade essencial e ininterrupta. Por isso, além de proteger quem trabalha na instituição, é necessário garantir condições para que os serviços prestados à sociedade continuem funcionando. A capacitação está alinhada às diretrizes do Ato n. 859/2026/PGJ, que estabelece procedimentos para a continuidade institucional em situações excepcionais. As normas abrangem ocorrências relacionadas a eventos climáticos, instalações, infraestrutura, acesso e transporte, além de situações de emergência e outras excepcionalidades.

O treinamento foi conduzido duas etapas por profissionais da Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional (CISI) do Ministério Público de Santa Catarina. Participaram como instrutores o major Gabriel Correa e o sargento Thierry Cesar da Rosa Bugs.

Na primeira etapa, os participantes receberam orientações sobre as normas institucionais, os diferentes níveis de emergência e as providências que devem ser adotadas em cada situação. Também foram abordadas medidas preventivas e de preparação para eventos climáticos extremos, com foco na segurança das pessoas e na continuidade das atividades das Promotorias de Justiça.

Essa preparação também considera a realidade individual dos integrantes da instituição, como a localização de suas residências, as condições de deslocamento e os caminhos utilizados para chegar às unidades. Conhecer essas particularidades permite identificar possíveis dificuldades de acesso às sedes do Ministério Público durante eventos climáticos e planejar medidas adequadas para cada situação.

“Essa preparação é importante para conhecermos a realidade de cada servidor, onde mora, quais são as condições de deslocamento e quais caminhos utiliza para chegar ao trabalho. Precisamos entender as particularidades de cada localidade e identificar como os eventos climáticos podem afetar esses trajetos e o acesso às sedes do Ministério Público. Com essas informações, conseguimos planejar melhor as medidas de prevenção e resposta, considerando a realidade de cada equipe”, explica o major Gabriel Correa, da Coordenadoria de Inteligência e Segurança Institucional (CISI). Exercícios simulados para equipes das PJs da região

Os conhecimentos também foram colocados em prática em exercícios simulados. A atividade permitiu que as equipes avaliassem como responder a diferentes cenários de emergência, exercitando a tomada de decisões e a aplicação dos protocolos institucionais em um ambiente controlado. Os procedimentos contemplam situações em que as condições de segurança exigem que um servidor permaneça em casa, para se proteger ou lidar com os impactos de um alagamento. O protocolo estabelece orientações para que a instituição saiba como tratar essas circunstâncias, considerando tanto a segurança das pessoas quanto a continuidade dos serviços.

“Esse treinamento também dá respaldo sobre como a instituição deve tratar situações em que um servidor, por exemplo, precise permanecer em casa durante um alagamento para resolver uma situação emergencial ou proteger a própria família. É importante que todos saibam como proceder nesses casos e que existam orientações institucionais claras para lidar com essas circunstâncias”, explica Thierry Cesar da Rosa Bugs, sargento da CISI. A aplicação prática das orientações permite que as equipes locais atuem com mais autonomia na adoção de medidas preventivas diante de situações de risco. Essa importância é destacada pela técnica do MPSC em Rio do Sul, Daiane Sevegnani Nardeli. “É muito importante a capacitação que estamos realizando, especialmente para mitigar riscos em situações de eventos climáticos, que são recorrentes na nossa região. Inclusive, já tivemos a oportunidade de aplicar um dos níveis de emergência durante a atividade de hoje. Diante da previsão de chuva e do risco de uma servidora não conseguir se deslocar até a sede, o Promotor de Justiça pôde autorizar o trabalho remoto”, disse.

Fonte: MPSC

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